O julgamento de Geert Wilders

Em 2011, o político holandês de direita Geert Wilders foi absolvido das acusações de difamação, incitação ao ódio e discriminação contra muçulmanos. Rutger Kaput discute o caso.

Em outubro de 2010, o parlamentar holandês Geert Wilders foi levado aos tribunais sob a acusação de difamação de grupo social, incitação ao ódio e discriminação contra muçulmanos. Wilders critica abertamente o Islã e é líder do Partido da Liberdade, que tinha 24 das 150 cadeiras do congresso holandês nas eleições de junho de 2010. Inicialmente, os promotores acharam insuficientes as provas apresentadas para acusar Wilders. No entanto, um tribunal de Amsterdam julgou de maneira diferente após vários indivíduos apelarem da decisão em relação aos pronunciamentos de Wilders. Esse direito é garantido na lei holandesa àqueles que são diretamente afetados por uma possível difamação que não tenha ainda sido julgada. O tribunal argumentou que era de “interesse público” levar Wilders à julgamento por comparar o Corão com o nazismo e por outras declarações que poderiam ser tomadas como difamatórias.

Em junho de 2011, após um tumultuado julgamento, Wilders foi absolvido de todas as acusações. O veredito final do julgamento diz que ainda que às vezes “dolorosos ou humilhantes”, as declarações de Wilders estavam dentro da lei. Além disso, Wilders tinha, de forma consistente, dirigido suas críticas ao Islã como uma crença e não aos muçulmanos como um grupo de crentes.

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